Holding familiar: o verdadeiro valor está na organização do patrimônio
Quando se fala em holding familiar, a primeira coisa que costuma vir à cabeça é economia tributária. Durante muito tempo, essas estruturas foram apresentadas principalmente como uma alternativa para reduzir custos na sucessão e facilitar a transferência de patrimônio aos herdeiros. Embora a questão tributária continue sendo relevante, limitar a holding a esse objetivo é deixar de lado algumas das suas principais vantagens. Uma holding bem estruturada pode funcionar, antes de tudo, como uma ferramenta de organização. Em vez de cada imóvel, investimento ou participação societária ser administrado individualmente por diferentes membros da família, os bens podem passar a ser concentrados
Holding familiar: afinal, ela é para quem?
Quando se fala em holding familiar, muitas pessoas ainda acreditam que esse é um instrumento reservado a grandes empresários ou famílias com patrimônios milionários. Essa percepção, embora bastante comum, está longe da realidade. Cada vez mais, famílias que possuem dois ou três imóveis, participações societárias ou outros bens relevantes têm buscado esse tipo de estrutura como forma de organizar o patrimônio e planejar o futuro. A holding familiar é uma pessoa jurídica criada para concentrar e administrar bens e direitos de uma família. Mais do que uma ferramenta voltada à economia tributária, ela representa uma forma de organizar o patrimônio, estabelecer
Holding familiar ainda vale a pena? Entenda o que mudou com as novas regras do ITCMD
Nos últimos meses, a discussão sobre holdings familiares ganhou ainda mais relevância. As alterações promovidas pela Lei Complementar nº 227/2026, somadas aos recentes posicionamentos dos tribunais sobre a forma de cálculo do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), despertaram dúvidas em empresários e famílias que já possuem uma holding ou pretendem estruturar seu patrimônio. A principal conclusão, no entanto, é que a holding familiar continua sendo um importante instrumento de planejamento patrimonial e sucessório. O que mudou foi a forma como essas estruturas precisam ser planejadas. Modelos padronizados, elaborados apenas com o objetivo de reduzir a carga tributária, tendem
ITBI só pode ser cobrado após verificar atividade da empresa
Uma decisão da Vara Empresarial de Betim (MG) trouxe novo destaque para a discussão envolvendo a incidência de ITBI na integralização de imóveis ao capital social de empresas. Em decisão liminar, a juíza Lorena Teixeira Vaz suspendeu a cobrança do imposto exigido pelo município de Betim e impediu que a administração municipal criasse obstáculos ao registro da transferência dos imóveis. O caso envolve uma empresa do setor agropastoril que realizou a integralização de 36 imóveis para aumento de capital social. Após a operação, o município indeferiu o pedido de reconhecimento de imunidade tributária e constituiu crédito de ITBI no valor aproximado
Reforma Tributária e pequenas fortunas: por que quem tem dois ou três imóveis também precisa se planejar
A discussão sobre a Reforma Tributária tem despertado atenção crescente entre empresários e investidores. No entanto, ainda é comum a ideia de que planejamento patrimonial é algo restrito a grandes fortunas, distante da realidade de quem construiu patrimônio de forma gradual, como dois ou três imóveis ao longo da vida. Esse entendimento, embora difundido, não reflete o cenário atual — especialmente diante das mudanças que vêm sendo implementadas no sistema tributário brasileiro. Na prática, a Reforma Tributária amplia a necessidade de organização patrimonial, independentemente do tamanho do patrimônio. A forma como bens são mantidos, explorados e transmitidos passa a ter impactos